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MIB 3 Resenha

MIB 3: Resenha

Elenco: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Emma Thompson, Nicole Scherzinger, Betty White, Gemma
Arterton, Sharlto Copley, Alice Eve, Michael Stuhlbarg.
Direção: Barry Sonnenfeld
Gênero: Ficção Científica/Ação/Comédia
Duração: 106 min.
Distribuidora: Sony Pictures
Orçamento: US$ 215 milhões
Estreia: 25 de Maio de 2012
Estrelas: ⭐⭐⭐⭐
Sinopse: Em ‘MIB 3′, os agentes J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones) estão de volta… no tempo. J já viu algumas coisas inexplicáveis nos seus 14anos com os Homens de Preto, mas nada, nem mesmo aliens, o deixa tão perplexo quanto o seu parceiro reticente, K. Mas quando a vida de K e o destino do planeta são colocados em jogo, o Agente J vai viajar no tempo para colocar as coisas no lugar. J descobre que há  segredos no universo que K nunca mencionou – segredos que serão revelados quando ele se juntar ao jovem Agente K (Josh  Brolin) para salvar seu parceiro, a agência e o futuro da humanidade.

Crítica:

Fui ao cinema movida pelo sentimento de nostalgia da minha infância, confesso que não existiam grandes expectativas da minha parte em relação a esse filme, já que MIB 2 não foi exatamente o que eu esperava.

Bem, nos primeiros momentos do filme não entendi muito bem o que estava acontecendo, parecia que estava em um dos filmes da Marvel e seus super-vilões e não no tradicional Men In Black. Mas assim que apareceu o Will Smith na tela, o sentimento de estar assistindo a um dos meus filmes favoritos reapareceu. E uma das coisas que mais me surpreendeu foi o fato de o filme seguir a linha cronológica e se passar em 2012.

Mas vamos ao roteiro do filme que é o seguinte, um alienígena altamente perigoso chamado Bóris (Jemaine Clement) consegue escapar da prisão criada especialmente para ele na Lua e volta até 1969 com o objetivo de matar aquele que é o responsável pelos anos em que ficou em cárcere, o agente da MIB, K (Tommy Lee Jones). O que acontece então é que K some do presente e a única pessoa que lembra de sua existência é o seu parceiro o agente J (Will Smith) que volta no passado para encontrar a versão mais jovem de K (Josh Brolin) e impedir o seu assassinato e também a invasão alienígena que acontece no planeta após o desaparecimento de K.

Viagens no tempo sempre são muito interessantes por criar possibilidades de narrativas diferentes das normais e Etan Cohen como roteirista do filme sobre aproveitar todos os ganchos possíveis. Existiam dois Bóris, J conseguia se lembrar de K e a ambientação da maior parte do filme foi nos anos 60 o que deixa o filme com o mesmo ar retrô do MIB I. Nesse filme podemos ver desde os alienígenas com figurinos bizarros aos equipamentos totalmente antiquados, dignos das séries e filmes da época.

Gostei muito também da forma como abordaram vários temas como o passado do agente J e do agente K. Todas as informações bateram e foram fiéis aos outros filmes, mesmo que existam algumas informações adicionais nunca mencionadas antes. As piadas sobre a cultura norte-americana da época da corrida espacial e da revolução de costumes são as melhores, conseguiram inclusive inserir Andy Warhol no filme. Existem ainda as piadas sobre as condições dos negros naquele período e sobre a sisudez do agente K (Tommy Lee Jones) que se reflete na versão mais jovem (Josh Brolin).

E é Brolin que rouba a cena, ele reproduz a atuação de Jones de forma fiel desde as manias até à inflexão da voz, mas o K de Brolin parece mais humano. No entanto, uma outra personagem que me agradou e surpreendeu foi o Griffin(Michael Stuhlbarg), no primeiro momento, achei algo piegas e sem graça, mas com o decorrer do filme adorei a interpretação do ator e a personagem em si que por ser capaz de ver as várias possibilidades do futuro ao mesmo tempo faz com que tenhamos boas piadas no filme.

Só tenho uma coisa a dizer sobre os efeitos especiais: foram perfeitos. Assisti o filme em 3D e em nenhum momento senti a minha vista cansada ou que os efeitos especiais estavam interferindo no filme e a maquiagem dos alienígenas (com destaque para os olhos mecânicos de Boris que me assustaram de verdade e para o cérebro de Griffin que é uma criação extraordinária) é digna do maquiador multi-premiado, Rick Baker.

Concluindo, o filme vale totalmente a pena. As sequências de ação foram muito bem feitas, o filme mantem o ritmo constante, os efeitos especiais não deixam aquém das expectativas e existem momentos surpreendentes  para aqueles que acompanharam os dois primeiros filmes da série. O entretenimento está garantido. Além disso, existe uma possibilidade de diversão extra: tente encontrar no filme famosos como Lady Gaga, Tim Burton, Justin Bieber, Nicole Scherzing e Betty White.

Noka

Anna Paula, mais conhecida como Noka, brasiliense, leonina, mercadóloga, nerd de carteirinha, apaixonada por pandas, arqueologia, moda, filmes, livros e cultura no geral e jura que seu planeta de origem é Urano.

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